Hoje em dia, os cientistas estão a desenvolver uma tecnologia que pode eliminar muitas dificuldades associadas a deficiências físicas (mais explorada actualmente) ou psicológicas. Indivíduos com deficiências graves e que têm dificuldades em executar tarefas normais do dia-a-dia poderão fazê-lo como se essa deficiência não existisse.
Essa tecnologia chama-se Brain Chip Interface (BCI) e permite que um cérebro volte de novo ao “activo” através de uma ligação externa a um computador, ligação essa realizada por um chip (BrainGate) composto por eléctrodos.
O chip é implantado estrategicamente dentro do córtex motor com o objectivo de captar os sinais eléctricos naturais do cérebro que estimulam os movimentos voluntários do corpo. Actualmente os cientistas podem gravar os sinais eléctricos da actividade dos neurónios e usar o computador para converter esses mesmos sinais em acções. A competitividade nesta área da ciência fez com que a sua investigação aumentasse na última década e se procedesse ao primeiro implante do BCI no homem. Esse implante foi dirigido pelo professor da Universidade de Brown, John Donoghue.


“Nós somos aquilo que pensamos. Tudo aquilo que somos surge dos nossos pensamentos.
Com os nossos pensamentos, fazemos o mundo.”
Gotama Buddha, 563-483 BCE
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É uma realidade não imersiva, pois nos leva a obter uma inclusão num ambiente virtual, ou seja, o utilizador não se sente como parte do ambiente.

No Brain Chip o utilizador não tem o controlo da estrutura nem do conteúdo das acções desenvolvidas na realidade, mas consegue controlar as funções dessa estrutura. Controlo este que poderá servir apenas de auxílio a pessoas incapazes de realizar alguns movimentos, mas também a pessoas que, por exemplo, querem manipular certas sensações ou sentidos.
No caso das pessoas incapazes, o Brain Chip elimina muitas dificuldades associadas a deficiências físicas (mais exploradas actualmente) ou psicológicas. Indivíduos com deficiências graves e que têm dificuldades em executar tarefas normais do dia-a-dia poderão fazê-lo como se essa deficiência não existisse.
Existem também casos em que o Brain Chip é implantado em pessoas que simplesmente querem manipular certas sensações ou sentidos. Estes casos acontecem quando uma pessoa, por exemplo, não gosta de espinafres, e quer satisfazer essa incapacidade. O Brain Chip é implantado no cérebro dessa pessoa e irá fazer com que essa pessoa altere os seus gostos, conforme os desejos pretendidos por essa pessoa.


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Curiosidades:
A primeira pessoa a usar um chip que permite ler a mente foi um Americano, Matthew Nagle. O sujeito em causa ficou paralisado da garganta para baixo devido a um ataque com uma arma branca em 2001 e ficou limitado a uma cadeira de rodas. A cirurgia ocorreu no hospital de New England e, através dela, Matthew Nagle consegue controlar objectos no dia-a-dia através do seu pensamento. O chip implantado no seu cérebro lê os seus pensamentos e emite os mesmos a um computador que os decifra e converte em movimentos.
Pensa-se ainda que o Brain Chip poderá ainda ser utilizado para ler o pensamento dos criminosos de forma a determinar se estes são culpados ou não, o que tornaria a justiça infalível.


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